Agenda
XIII Seminário de Educação Infantil - Diálogos possíveis na Educação Infantil
Grupo de Estudos Paulo Freire
No dia 13 de julho, às 19h30min na sala B 101, FACCAT, ocorreu o encontro do "Grupo de Estudos Paulo Freire", esteve presente na reunião o professor da UFRGS, Jaime Zitkoski. Ele contribuiu com suas experiências e vivências nos Fóruns de Estudos Paulo Freire no decorrer dos seus 14 anos. A professora Márcia Cavalcante contextualizou com o grupo sobre a situação do Fórum na Faccat, compartilhando que, para o segundo semestre de 2012, a faculdade promoverá um curso de extensão sobre a vida e obra de Paulo Freire. O curso acontecerá a partir de setembro, e será destinado à alunos interessados.
"Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão".
Autobiografia
Atividade desenvolvida na disciplina de Leitura e Produção de Textos I, ministrada pela professora Juliana Strecker - atividade de Autobiografia da acadêmica Sonia Maria dos Santos.
Me chamo Sonia Maria dos Santos, nasci no município de Taquara,onde moro até hoje, no dia 24 de abril de 1963. Tenho dois irmãos e uma irmã. Sou casada e tenho dois filhos que amo muito e dois cachorrinhos que são a minha paixão, meus companheirinhos.
Tive uma infância maravilhosa. Contava os dias para as férias, pois ia para a casa de meus avós maternos, no sítio em Lajeadinho, interior de Taquara. Eram dias de muita diversão. Andava de cavalo, subia em árvores, brincava com os cachorros (minha vó tinha criação de boxer e fazia festa de aniversários para eles).Meu avô comprou um jipe da segunda guerra para que nós pudéssemos passear nas terras dele (eram muito extensas). Lembro muito das árvores de Natal que minha vó enfeitava com bombons; das manhãs de Páscoa que ela escondia nossos ninhos e soltava no pátio os coelhinhos que criava. Sempre que dava, meu avô nos levava para tomar sorvetes. Muitas vezes acompanhava minha avó que vinha para a Escola Monteiro Lobato (Cimol), pois durante as férias ela dava curso de pintura e cerâmica. Tenho boas lembranças desse tempo.
Minha adolescência foi tranquila, naquele tempo era tudo muito controlado, meu pai dificilmente deixava sair de casa; quando pedia para ir ao cinema, ele ia até lá para verificar se o filme era adequado, dependendo do cartaz, não deixava ir. Comecei a namorar com dezesseis anos e foi bem complicado, não podia nem pegar na mão do namorado na frente do meu pai, era desrespeito. Sempre fui muito centrada, por isso não me incomodava muito com os “nãos” do meu pai. Era sonhadora, queria casar e ter filhos cedo. Casei com 22 anos e meu casamento durou apenas dois anos. Logo conheci meu atual esposo, que é uma pessoa maravilhosa, e depois de três meses juntos, engravidei da minha primeira filha, com 26 anos.Quando a Caroline tinha cinco meses, engravidei do Gustavo. Parei de trabalhar durante dois anos para me dedicar aos meus filhos. Sou mãe coruja assumida, tenho muito orgulho de meus filhos.
Sou uma pessoa persistente, prática, determinada, leal, generosa, romântica e carinhosa. Mas também teimosa, muito ciumenta, possessiva e não gosto que mexam nas minhas coisas.
Trabalho há vinte e quatro anos no município de Taquara como professora. Sempre gostei de crianças e por isso eu escolhi ser professora, sem contar que sou neta, filha (pai e mãe) e sobrinha de professoras. Adoro minha profissão.
Tenho muito orgulho dos meus pais, por serem pessoas do bem, que sempre primaram pela educação dos filhos e fizeram tudo que podiam para que nada faltasse. Orgulho-me do meu pai, que depois de ter quatro filhos, resolveu correr atrás do sonho de ser advogado e fez isso com muitas dificuldades.
Tenho uma leve tendência à depressão, e para que isso não aconteça, gosto de sair com minhas amigas para dar boas risadas e também de escutar uma boa música, isso me acalma.
Tenho mania de comprar, comprar e comprar, mesmo que não tenha muita utilidade. Quando posso e tenho dinheiro sobrando, gosto de passar no mercado e comprar coisas boas e diferentes para comer. Tenho gostos estranhos, gosto de comer beterraba com vinagre e açúcar, comer doce com salgado, isso é mania de alemão, não poderia mesmo fugir das minhas raízes. Adoro tomar chimarrão e, mesmo que não tenha companhia, tomo sozinha.
Pretendo daqui a dez anos estar aposentada, curtindo a vida. Tenho um desejo imenso de fazer um cruzeiro.
Autobiografia
Atividade desenvolvida na disciplina de Leitura e Produção de Textos I, ministrada pela professora Juliana Strecker - atividade de Autobiografia da acadêmica Neide Mara Muller.
É impressionante estar próximo dos quarenta anos e sentir-se como uma criança, insegura, travessa, cheia de sonhos, enfim, cheia de vida. Parece que o tempo nem passou, mesmo que o espelho teime em mostrar-me o contrário. A parte mais incrível é a falta que minha mãe faz, mesmo depois de viver mais de vinte anos longe da sua casa. Claro que vivo bem, que sou uma adulta feliz, que constituí uma família bem bonita, sou casada, tenho dois filhos lindos, trabalho na profissão que sempre desejei e moro em casa própria. Sendo assim, tendo tudo que um ser humano precisa para viver, costumo perguntar-me, por que a maturidade é uma fase muito estranha, e por que a infância ainda é muito presente em minhas memórias?
Nasci em Horizontina, no dia 16 de maio de 1974, de parto natural, na casa dos meus avós. Minha mãe chama-se Natália Rodrigues dos Santos. Do meu pai biológico, até hoje não sei nem o nome (minha mãe diz que vai revelar somente depois que morrer), claro que deve ter os seus motivos (que hoje, eu respeito sem questionar). A verdade é que o fato de ter nascido na casa da minha avó me aproximou muito dela, e toda a minha infância está cheia de lembranças e vivências relacionadas com ela. Dona Maria Flora á era uma senhora de muita idade quando eu nasci, mesmo assim acompanhou todas as fases do meu crescimento. Embora eu morasse com minha mãe, no interior e ela na cidade, as visitas eram constantes. Não havia nada de que eu gostasse mais do que ir passear na casa da Vó. Suas comidas eram uma delícia, seus cuidados eram aconchegantes e suas histórias...
Nas noites de lua cheia, meus avós costumavam chamar seus netos, os de longe e os de perto, então sentávamos em círculo no terreiro, onde ouvíamos relatos de histórias vividas pela minha avó e tantas outras, que só hoje eu sei que fazem parte do folclore popular. Nesse período, com certeza, nasceu dentro de mim, o gosto mais profundo pelas histórias e pela leitura. Que saudade do carinho e dos seus ensinamentos, cada uma das suas falas, que sempre tinham algum ensinamento! Hoje, quando fecho os olhos, ainda consigo sentir o cheiro do café da manhã da sua casa e do pão quentinho que ela fazia.
Quando mudei do interior para a cidade, já tinha oito anos, mas ainda não havia luz elétrica nas nossas casas, ninguém tinha televisão e as conversas até tarde da noite no pátio ainda faziam parte da convivência da família. A vida, nessa época, foi difícil, éramos colonos sem terra (minha família perdeu o pouco que tinha para o banco), meus pais (mãe e padrasto) não sabiam as tarefas da cidade e aceitavam todo tipo de trabalho para o sustento de toda a família pois do novo casamento da minha mãe, eu ganhei dois irmãos.
Cresci decidida, queria ser professora, entretanto, um grande obstáculo era a falta de dinheiro. A escola de Magistério, “CRISTO REI”, era uma escola particular, com mensalidades caríssimas que minha mãe não conseguia pagar com seu salário de doméstica. O sonho era muito grande, e a vontade de ser professora maior ainda, então, decidi fazer faxinas nas tardes em que não tinha aula. Assim, ajudei a pagar todo o curso de Magistério e, em 20 de agosto de 1992, me formei professora. Sonho realizado.
Como a cidade era pequena, não havia vagas para tantos formandos, partir da minha terra natal era uma necessidade! Precisei buscar novos caminhos e deixar para trás a parte mais doce da minha vida. Minha mãe e minha avó ficaram lá, volto sempre que sinto saudades, mas hoje, quem está na porta da casa onde nasci é minha mãe, pois minha adorada vó já partiu, descansa em algum lugar do infinito ou, quem sabe, continua a contar suas histórias ao vento ou àqueles que param para ouvi-la.
Grupo de Estudos Paulo Freire
Convite
No dia 23 de junho, às 11h30min na sala B 101, FACCAT, irá ocorrer o próximo encontro do "Grupo de Estudos Paulo Freire".
"A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria".
Paulo Freire